Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Férias yay!

As férias começaram assim:
Sexta-feira churrasco no tênis clube com a família do Frank. Aquela chuva caindo lá fora, comida boa e companhia divertida. Docinhos no posto, cobertas quentinhas e seriado até de madrugada. Sábado de manhã levamos Lúcifer no veterinário, tomamos café da manhã no Mac Donalds - e agora estou oficialmente enjoada de Mac Donalds [a despeito de ter tomado um café delicioso], passamos no mercado e fomos para Rio Negrinho. É mórbido dizer, mas a serra Dona Francisca sob chuva torrencial e neblina perigosa é linda de morrer.
Saindo de Avalon, almoço de pai e mais chuva pra se enfiar em baixo das cobertas até o fim da tarde, quando saímos da cama pra fazer sushi com a family. Comemos feito loucos e abandonamos a idéia de ir naqueele show de rock que ia rolar lá em Rio Negro. Nos convencemos de que não estamos ficando velhos de acordo com as três seguintes premissas:
-A chuva era ameaçadora demais e a estrada é perigosa
-Nenhum de nós sabia onde exatamente era o show
-Mesmo não tendo ido, ficamos enchendo a cara com meus primos até de madrugada, tão ou mais divertido.
Aí ontem o dia amanheceu lindo, descemos a serra de manhã e terminamos o fim-de-semana com almoçando um dos meus pratos preferidos na casa dele. Depois disso um pouco de cama, café com amigos, mercado e casa. Aí ele dormiu comigo, porque estamos de férias e nas férias podemos dormir juntos sem parecermos casados. Porque não queremos estar casados bem como não queremos estar velhos.
Tenho que dizer que manter a ritualística da coisa tem se tornando instintivo e agora eu percebi a verdadeira ligação entre solenidade, intimidade e respeito. Precisa equilibrar bem porque uma vez que a barreira tenha sido ultrapassada, o relacionamento envelhece e enfraquece instantaneamente, e todo mundo sabe que o tempo não anda pra trás. É por isso que geralmente, quando eu tomo café da manhã, sinto-me plena. Ou quando é quase uma hora da tarde.
Mas então. As férias começaram e junto com elas a massa de obrigações que eu carrego, que se eu ignorar, simplesmente não poderei prosseguir com NADA até o fim do ano.
Seriam elas:
-Escrever o roteiro do projeto de pesquisa e iniciar os desenhos [preciso de ajudantes!]. Status: 10%
-Refazer o pré-projeto da minha dissertação para protocolar dia 30. Status: 60%
-Faxina e revolução nos armários de casa. Status: 20%
-Escrever o ensaio dos espelhos. Status: 0%
Oh, céus, a perspectiva já me mata, mas vamos lá que ao fim deste ano eu serei compensada por toda essa correria. E quando, me diz quando eu vou poder ficar com ele durante tempo o suficiente para que não dê a sensação de que não foi tempo o suficiente? .__.'
Então é isso. Vamos lá. :)

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Um about me - aquilo que eu escreveria no orkut mas eu acredito que não importe aos demais

Porque o blog é meu e eu posto o que eu quiser.

Tomo café demais e no fim do dia me culpo por isso [diariamente]. Tenho sérios sinais de velhice como: odiar roupa estampada, cabelo colorido, programas de fim-de-semana incertos e acampamentos sem chuveiro quente. Sou metódica e odeio que tirem minhas coisas do lugar [por exemplo meus livros que ficam em ordem alfabética]. Eu, todavia, tiro minhas coisas do lugar diariamente.

Amo meus gatos mais do que amo quase toda a população mundial, com raras e severamente refinadas exceções. Se amo, amo como você jamais será amado. Se desprezo, desprezo de uma maneira esplêndida. Tenho a capacidade de transmutar sentimentos do dia pra noite, de um minuto para outro. Transformo dramas em tragédias e alegrias em epopéias. Acho que não vale viver a vida se você não puder contá-las depois como se tivesse vivido em um filme.

Não odeio, mas sinto ódio semanalmente. Gosto de estudar e me organizar, mas raramente executo essas atividades. No entanto, gosto de ler e raramente não estou executando esta atividade. Gosto de livros mais do que gosto de pessoas.

Sou arrogante e metidinha, mas amigos são colocados além desse murinho e sabem que eu faria de tudo para ver alguém que eu gosto dar uma risadinha. Se você quer interagir comigo, coloque um cd que eu não saiba cantar. Se você quer conversa, deixe o som de lado. Timbres geralmente valem mais do que palavras. Mesmo assim, não sou muito enjoadinha nem muito preconceituosa musicalmente. Se eu achar bom, não importa o nome que a coisa leva. Eu sempre uso dois adjetivos para deixar um ponto bem claro e definido. Hi.

Eu me entrego aos prazeres da vida de uma maneira inconseqüente. Eu adoro beber uísque sem regular doses, cerveja até acabar o dinheiro, adoro testar todos os sabores de uma refeição, sentir o doce depois do salgado. Gosto de dançar até doer, de gritar até doer, de chorar de amor, siga a linha de raciocínio por si...

Sou Gatsby e gosto de oferecer grandes festas com muitos amigos, mesmo que às vezes eu me sinta infinitamente sozinha dentro delas. Não sou uma ativista, mas faço justiça dentro do meu sistema. Devolvo troco errado e não dou esmolas, não jogo lixo no chão mas bitucas no bueiro sim. Não dôo nada pra crianças carentes, mas poderia dar todo meu dinheiro para o Abrigo Animal. Hmm, não, não poderia, mas gostaria. Me sinto gordinha, mas não tenho tabus com a minha nudez. Luto diariamente entre calças ficando largas versus sonho sem recheio e sensações de frango grelhado. Mas também tenho consciência de que eu tenho uma carinha simpática.

Não faço as unhas, uso as blusas da minha mãe, jeans com tênis e geralmente estou descabelada. Sou uma pessoa consumista e gosto de todo o tipo de peruagem, mas não tenho tempo e acabo sempre ficando com pena do dinheiro. Gosto mais de desenhar do que de escrever, mas as pessoas dizem que escrevo melhor do que desenho. Isso me frustra. Gosto de trabalhar desde que haja trabalho. Odeio trabalhos que deixam tempo livre demais, me impedindo de sair por aí saboreando o mundo durante um horário fixo.

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

After all





Fim do fim do semestre. É como tivesse passado um furacão.
Até que todos os devidos trabalhos tenham sido entregues, a casa foi ficando abandonada, bateu a loucura, deixei de tomar meus três banhos por dia substituindo-os por apenas um no fim do dia. Arrumar a cama se tornou um ato puramente psicológico, a louça se acumulou até não sobrar nada nos armários e eu comi 3 vezes Mac Donald’s em um mês apenas, e isso é bem mais do que a minha cota anual de Mac Donald’s sem enjoar. Mas não requer tempo de preparo e não requer louça limpa, tá valendo! As roupas estão formando uma grande corrente pela paz mundial dentro do guardarroupas. Para agravar toda a situação, há Lúcifer. Lúcifer é o novo gato. Ele apareceu em uma tarde dessas em que eu e meu namorado nos revezávamos entre os meus trabalhos e os trabalhos dele, alternando nossos picos de stress e destruição. Eu estava levando o lixo, que já era quase um terceiro humanóide no apartamento 202. Chegando lá na frente, encontrei um filhote de gato. Ao contrário do estado deplorável em que encontrei minhas outras gatas, esse tava lá. Branco, lindo, saltitante, miando todo fofo. Descobri que jogaram ele na frente do ponto de ônibus junto com o irmão, que já tinha sido atropelado. Ele seria levado ao Abrigo Animal, que já está com a população máxima pra lá de chinesa e eu bem sei as condições de vida que ele teria comparativamente, pela falta de recursos, e é lógico, apoio da sociedade e do governo. Peguei-o no colo e visualizei a linda vida que ele teria comigo, com três lindas irmãzinhas, uma cama bem grande e quentinha, ração de primeira, plano de saúde, ratinhos de erva-de-gato, colégio particular... Pois é. Fiquei com ele. Eu e Frank adotamos nosso primeiro gatinho, que orgulho. Passamos a tarde todinha rolando com aquela coisinha branca de olhões azuis e patinhas minúsculas. Na hora de sair, trancamos ele no banheiro, por medo que as irmãzinhas de 8 quilos agissem violentamente sentindo ciúmes ou rejeição, e fomos estudar. Muito bem. Lúcifer miou.
Voltamos. E Lúcifer continuava miando. Entrando em casa posso jurar que algum vizinho gritou “Atoilodauta”. E as irmãzinhas talvez não tenham sentido muito amor assim tão rápido. Bem na verdade, elas sentiram uma fúria psicótica e entraram em um estado de stress alarmante. A Sofia teve um ataque de asma e parou de tomar água. A Suzy miou loucamente compensando todos os anos de silêncio. A Branca... Encostar nela era como apertar um eject e ela pulava em órbita parabólica para o mais longe possível. E o gato prosseguiu miando. Buscando nas teorias felinas que compõem minhas prateleiras, encontrei os seguintes tópicos sobre relação entre gatos novos e gatos velhos na casa: os gatos novos devem ficar isolados dos gatos velhos durante uma ou duas semanas, de acordo com a mudança nas reações; deve ser feita a troca entre potes de comida e caixinha de areia para que os gatos acostumem com o cheiro uns dos outros; os gatos velhos devem ficar nos seus locais preferidos e manter seus privilégios durante este período [o não cumprimento deste item pode ocasionar fugas, tentativas de suicídio, tentativas de donocídio, entre outros]. Pois bem.
Lúcifer no banheiro, meninas na vida. Tudo teria dado mais que certo... se ele não tivesse miado a noite toda. E na noite seguinte também. E eu só fui dormir na noite posterior, quando fomos para Rio Negrinho com ele e ele pode finalmente dormir comigo e com Frank. Voltamos, estabelecemos novamente a ordem proposta e esta é a quarta noite consecutiva que eu não durmo. Mas cada vez que ele rola na cama e estiva as patinhas pedindo carinho tenho certeza que vai valer a pena.
Aquele momento está cada vez mais distante na minha cabeça. Aquele momento é o seguinte: eu tenho a grande aspiração de fazer todas essas coisas que estou fazendo, prosseguir nas pesquisas e manter os anos da minha vida bem ocupados com tarefas profissionais e acadêmicas dignas que relacionem realização pessoal e retorno financeiro. MAS. Mesmo assim, espero sempre pelo momento em que as férias chegam, as atividades cessam e eu posso passar dias e pijama, arrumando meus armários, colocando meus queridos livros em ordem alfabética, fazendo café da manhã, brincando com gatos, assistindo anime, jogando RPG, namorando tempo o suficiente para não parecer que não há tempo suficiente para dar beijinhos.
Estar namorando nesse período é ótimo. Ele ajuda a imprimir meus trabalhos, eu ajudo a recortar os dele. A gente se dá bem, faz tudo juntos, se diverte e acaba invariavelmente trabalhando pela vida. Nessas horas percebe-se quão necessária é uma parceria lógica e um trabalho em equipe eficiente. Ultimamente muitas coisas têm mudado na minha cabeça e na minha vida. E eu tenho sido a pessoa mais feliz do mundo.
Agora, coisas que precisam urgentemente ser feitas:
-Uma grande organização no meu guardarroupas, de onde surgirá uma pilha de donativos.
-Um reboot no meu armário de mantimentos.
-Uma limpeza na minha lista de contatos.
-A finalização do roteiro do meu PIBIC.
-A redação do meu ensaio de Tópicos Especiais.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Meio de ano

Todo fim de semestre é uma droga. Um fim de semestre com um namorado bom é uma droga maior ainda. Estudar, fazer trabalhos, realizar atividades inúteis e sem sentindo quando você pensa na cama de colcha rosa, no seriado que vocês assistem juntos, na comida que ele faz, nos programas pro fim-de-semana. Mas não. Lá estão os malditos trabalhos inúteis que a faculdade exige para emitir um documento que te certifica como capacitado [esteja você ou não, desde que enfie seu dinheirinho mensalmente nos rechochudos cofrinhos da instituição filantrópicazinha] para exercer tal atividade.
O mestrado é diferente. Lá a gente lê, produz textos, ensaios, faz avaliações, lê as referências das referências e as referências destas e vai cavando cada vez mais fundo num poço infinito de conhecimento. Cada matéria que acaba deixa a sensação de que você é realmente estúpido perante o mundo tão grande de conhecimento, além das conexões interdisciplinares que são feitas diariamente, expondo pontos de vista interessantes, diferentes, paralelos ou não. Quando estou lendo coisas do mestrado, sinto prazer e satisfação, e não que eu gostaria de estar fazendo alguma outra coisa no lugar.
No design, cada vez que entrego um trabalho, tenho a sensação de que o bom designer é um inútil safadinho. Porque todos os vadios safados entregam trabalhos relativamente bons, tirando notas iguais ou melhores do que a dos empenhadões que passaram horas e dias elaborando porcarias inúteis.
No departamento tem briguinha, discussão, fofoquinha, professor ofendido, professor-que-vai-foder-cuzinho-de-aluno porque o aluno falou blasfêmias [sejam elas verdades ou mentiras]. Tem professor fuçando a internet atrás de aluninho que escreve coisinhas em seu espaço pessoal, bem como o meu será encontrado em breve, e aí eu provavelmente perderei nota, ou o trabalho que eu entregar mal feito vai ser o que vai valer mais, ou a referência estaria com problemas, ou... deu pra entender né? O lado bom é que eu provaria meu ponto.
Eu sempre obtive ajuda e respeito do departamento, mas percebi que morri na praia. Foi nesse último semestre que foi-me dito A, e o que foi feito com a minha nota foi B. Isso caracteriza uma mentira, de certa maneira eu colocaria como uma traição, uma vez que se tivesse sido dito B desde o primeiro momento, eu teria me esforçado para cagar B da maneira que foi requisitado. Eu fico muito chateada em ver tantos laboratórios e professores bons se perdendo em meio a uma massa medíocre e conformista de filhinhos de papai que buscam incessantemente seu canudo pra pregar logo na parede, pegar o manche da empresa do papai e o volante da Captiva da mamãe e ir pra Moon pagar uma bera pra loirinha de strass. Essa massa vai esculpindo o curso, até que coisas como B acontece com pessoas como eu, que não passou dias e meses e anos em cima de uma escrivaninha, mas pode-se dizer que fez por merecer a situação A. Isso me desmotiva continuar pra mostrar por aí um canudo cuja posse não apenas me pertencerá, mas também faz parte dos currículos [se é que existem] de uma porção de mentes medíocres incapazes sequer de fazer um trabalho de conclusão digno de aprovação.
Como tantos TCCs não aprováveis sequer chegam na banca? Como há tanta discrepância nas opiniões dos membros que compõe estas bancas? Como os orientadores se prestam ao papelão de assinar um trabalho e ver ele ser humilhado perante olhos de calouros, amigos, pais, professores? Como deixam o trabalho do designer se transfigurar em um fazedor de bonequinhas, colorista de livrinho de pintar e outros afins? Cara, não, obrigada. O vidro quebrou, a decepção bateu, a angústia está aí. Vou ter que achar um lugar bem escondido pra ela na prateleira e conviver diariamente com isso, até que contratos de estágio, projetos de pesquisa e outros afins se estabeleçam da maneira mais adequada. Eu aguardo, estudo, faço meus trabalhos enquanto isso, saindo da faculdade cada dia mais triste com o panorama, pensando que poderia estar desenhando bastante e lendo mais ao invés de estar lá correndo atrás do rabo das 19 às 22:30.
#prontofalei
Mas é isso. Logo acaba, tem umas feriazinhas pra fingir e depois tudo denovo até o fim-do-ano, onde vou estar atarefadíssima. A minha rotina tá uma coisa louca e pra melhorar um pouco ontem fui pro hospital, onde o médico arrancou meu tecido epitelial me deixando com um quadrado de cerca de 1 cm² de carne úmida e vermelha exposta. Aí você pensa: "ai, fresca, 1 centimetrozinho...". Eu digo - Vai, tenta andar por aí com um pedaço mínimo que seja seu em carne viva, sendo esta uma superfície de contato e atrito constante, a gaze entrando e grudando e deixando pedaços dentro da coisa toda. Que nojo. Quatro curativos por dia, antibiótico, agendamentos no hospital. Tudo que eu andava precisando. han? O lado bom é receber uma visita matinal, onde meu namorado de dedicação e paciência [além de estômago] inigualáveis faz meu curativo.
E eu finalmente joguei Mago: A Ascensão. É difícil. Muito mais complexo que Vampiro, exige mais concentração, criatividade e leitura. Achei um jogo sublime. Quero mais. Sonhei. Achei o sistema muito mais explêndido do que considerava quando me restringia à Vamp e Lobis. Agora estou em duas mesas, uma D20 medieval e outra... bem, cenário atual... fora da Umbra, eu digo. Aiai, que piada sem graça.
E sim, mesmo com toda essa loucura profissional eu ando jogando RPG, porque eu também tenho direito a lazer, ou melhor... não enlouquecer né. Então é isso. Beijos me liguem.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Que eu estava devendo

Algo bem engraçado, excepcional, inovador aconteceu! Durante a semana passada fomos montando aquele esqueminha básico para seguir durante o fim-de-semana. Aquele esquema que acaba furando, que acaba dando em algo bem diferente do planjeado, não necessariamente ruim, mas diferente sempre.
Planejamos...

RPG & hot dog para sexta
Strogonoff e álcool para sábado
Almoço by him, preguicinhas e um filme pra domingo

Tudo deu certo. A despeito de algumas "joinvilices" despercebidas na tentativa de agradar a todos e fazer todo mundo feliz, todos nossos planos se concretizaram. Alguns inclusive vieram munidos de bônus como o filme de domingo que acabou sendo uma super ida ao cinema para ver O Exterminador com amigos, pipoca e Guaraná. Indico.

Também ao longo do fatídico fim-de-semana prendi todos os dedos do meu excelentíssimo na porta do banheiro e quase deixei meu namorado maneta. Mau pra mim hein? Fiquei bem triste, mas depois curei a tristeza com vinho e docinhos de festa Junina.

A ressaca de domingo foi braba, mas logo de manhã após levar amiguinho na rodô, paramos na padaria para comprar remédios fortes: coca-cola e salgadinho nomnomnom. Funcionou. Dormimos. Comemos. Deitamos. Dormimos. Comemos. Não poderia ter sido melhor.

Hoje é sexta e temos mais um fim-de-semana na ponta do lápis. Tendo os planos se realizado ou não ao final dele, prevejo que frio e chuva combinam com companhia, cobertas, gatos, seriados e experiências culinárias. Hoje vai ter noitada de D&D, espero que não acabe antes das 6 da manhã.

Estou feliz e patética, não espere lirismo dessa alma suave sem canto que só quer deitar na cama em silêncio ao seu lado, ver seu rosto, beijar e rir honestamente. Ao longo dos últimos meses tentei escrever algumas crônicas falidas aqui no meu blog, mas não adianta. Minha poesia só existe quando estou carregada de tristeza. E é por isso que me sinto um estúpida forçando verbos desde que esses meses começaram a me trazer só felicidades.

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

História de segunda-feira à noite

Eu decidi que legal mesmo era pedir para que ele me ensinasse a fazer nomnoms. Resultado:

-Uma camisola amanteigada
-Uma cozinha destruída
-Um dedinho queimado
-Bifes e ovos feitos por ele

Mas eu coloquei a mesa e "fiz" salada. o___o'

Honey Bunny and Pumpking, I'd only say yes to you

Esse feriado foi bom para afastar a cabeça das rotinas tortuosas da vida e acreditar que todo nascer do sol estava acompanhado de abraços internos. O dia dos namorados, a tal data tão comercial e infame serviu para trazer à tona romantismos piegas e conversas quentes. Muitas coisas começaram a se passar pela minha cabeça infantil, tantas outras mudaram conceitos antes contruídos sobre rocha. Eu, que demonstro tanto fervor nos meus ideais, percebo que posso mudar de planos como uma troca diária de roupas sobre o mancebo. E seguirei qualquer nova idéia com tanto ou mais fervor ainda. Eu comecei a me conhecer ontem, quando me senti uma criança insegura e apaixonada.
Percebi que sob certos aspectos, não consigo conter lágrimas ou fingir que não é comigo. Eu só quero mais de você na minha vida. Antes era no teu ombro que eu ia reclamar de pessoas invadindo meu espaço, agora eu quero que você invada todos os cantos da minha existência. Quando você fala de amor, tenho vontade de transbordar para dentro das suas palavras.
Estou no paraíso, essa deve ser a época mais feliz da minha vida, eu espero que ela não acabe nunca.

Domingo, 14 de Junho de 2009

Friday I'm in Love

Eu sou a pessoa mais feliz do mundo inteiro. Obrigada pelos dias mais perfeitos, pelos meses mais doces e pelas palavras mais inteiras. Um domingo à noite jamais será esquecido.

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Deus versus Nietzsche

Não vou me dar ao trabalho de traduzir, até pra não perder a boa essência da piada.

“God is dead.”
~ Nietzsche on religion
“Nietszche is dead.”
~ God on Nietzsche
“No, I'm not.”
~ Nietzsche on resurrection
“Yes, you are. Nyah.”
~ God on spite
“Yeah, real mature, God.”
~ Nietzsche on spite
“I'm rubber, you're glue, whatever you say bounces off me and sticks to you.”
~ God on physiology
“Well then you're an awesome and cool philosopher who gets all the ladies. Nyah.”
~ Nietzsche on reverse compliments
“Oh, that does not count.”
~ God on the validity of reverse compliments
“Hey, don't call it if you can't stand the fact that I found a loophole.”
~ Nietzsche on logical fallacies
“It's not a loophole, it's retarded.”
~ God on logical fallacies
“It is NOT retarded!”
~ Nietzsche on brain damage
“Don't question my judgment; I broke the hip of Israel, remember? You can't touch this.
~ God on His unlimited power
“Come on, I can whip your arse any day!”
~ Nietzsche on wiping the floor with God
“Too bad you don't have a gun to whip me with. Nyah.”
~ God on pistol-whipping
“Oh, come on, why would I want to whip you with a gun?”
~ Nietzsche on God's stupid fantasies
“Dunno. Just sounded fun.”
~ God on His fun-sounding ideas (platypus excluded)
“Besides, if I had a gun, I'd shoot you.”
~ Nietzsche on violence
“Oh, then, well, too bad I have a bulletproof vest!”
~ God on personal defense
“Yeah, well, my bullets go through bulletproof vests.”
~ Nietzsche on modern ballistics
“Nuh-uh, my vests made of tiberium and nothing goes through tiberium.”
~ God on physical properties of tiberium
“Well then I'd shoot you with a laser that melts the tiberium and then kills you.”
~ Nietzsche on modern laser physics
“No way, this is special unmeltable tiberium, you can't melt it.”
~ God on melting point of tiberium
“Yes I can, my laser has infrared, and like, ultraviolet light combined that melts even unmeltable tiberium.”
~ Nietzsche on invisible spectra of light
“Well then I can use my ninja skillz to evade the laser.”
~ God on ninja skillz
“You don't have ninja skillz!”
~ Nietzsche on God's lack of ninja skillz
“Yes I do!”
~ God on His actual nonlack of ninja skillz
God jumps around the room, displaying His ninja skillz
“Stop it!”
~ Nietzsche on God making a total fool of Himself
Note: This quote is sometimes misattributed to Nietzsche's want for people to stop making fun of his mustache.
“Oh you're just jealous of my skillz.”
~ God on why envy is one of the seven deadly sins
“How can I be jealous of something you don't have? Huh?”
~ Nietzsche on Nihilism
“Oh, you know you are, just like you were of my Stretch Armstrong, and you were all like 'I don't even like it! It's stupid!' then I left to get some cookies then I came back and you broke with it, and you tried to hide it, but I saw it! You cut him to ribbons! Don't pretend you weren't!”
~ God on Stretch Armstrong
“It doesn't even matter, cause my laser homes in on its target so even if you DID have ninja skillz it would find you, AND I DIDN'T EVEN FUCK WITH YOUR GODDAMN STRETCH ARMSTRONG!”
~ Nietzsche on homing lasers
“Dude... you fucked Stretch Armstrong?”
~ God on utter disbelief
“Well, I--”
~ Nietzsche on cover-ups
“YOU ME-DAMNED BASTARD!!!”
~ God on Hell
“Hey, my lasers will still find you!”
~ Nietzsche on lasers
“What the hell?”
~ Oscar Wilde on Nietzsche
“Fuck Off!”
~ Nietzsche on Oscar Wilde
“Not a chance, I'd go invisible.”
~ God on camouflage
“It goes by body heat!”
~ Nietzsche on bodyheat
“Well I'm cold-blooded. Nyah.”
~ God on physiology
Note: This quote is sometimes misattributed to God's explanation of why heaven is warm
“Well in that case it just destroys the entire universe except for me, so no matter where you were it'd kill you.”
~ Nietzsche on being the victor
“Then I'd just create the universe all over again and make it so that instead of language, people just said 'Nietzsche's a fag' over and over.”
~ God on slightly bigoted spite
“Hey! My cousin's gay!”
~ Nietzsche on homosexuality
“Oh... really?”
~ God on realizing the AIDS didn't get them all
“Yeah.”
~ Nietzsche on affirmation of the fact that it did not
Note: This quote is sometimes misattributed to Nietzsche's feelings on wanting fries with that.
“Sorry, dude, I didn't know...”
~ God on feigning regret
“Yeah... and I hear he thinks you're cute! Hahahahaha!”
~ Nietzsche on his cousin's desires
“Dude! Not cool!”
~ God on Hell
“My gay cousin thinks you're cu-uuuuuute!”
~ Nietzsche on slightly bigoted taunting
“Dude, stop it!”
~ God on quitting
“God and my cousin, sitting in a tree!”
~ Nietzsche on lumberjacks
“STOP IT!”
~ God on fucking quitting that now
Note: The above quote is sometimes misattributed to God's feelings about fornication.
“K-I-S-S-I-N-G!”
~ Nietzsche on the word that won him his fourth grade spelling bee
“I said, STOP IT!”
~ God on seriously, fucking knocking that off
“First comes love! Then comes marriage! Then comes God pushin' a baby carriage! YAY!”
~ Nietzsche on physiological impossibilities ignored for the sake of simplicity
“Dude, screw you, I'm going home.”
~ God on fornication
“Really? Then... then that means I win!”
~ Nietzsche on victory
“Well, dude, I don't--”
~ God on not caring
“I win! I win the fight!”
~ Nietzsche on victory
“Look, I don't care, you're mean. Dude, don't ever invite me over to play Mouse Trap ever again.”
~ God on Mouse Trap
“Why? Are you a pussy?”
~ Nietzsche on God's resemblance to a vagina
“No, dude, I just have this totally cool collection of board games, so--”
~ God on His superiority
“Ha! I torched your collection of board games, so don't come crying to me when you want to play a game again!”
~ Nietzsche on mercy
“WHAT?”
~ God on disbelief
“Yep. Oh, and by the way, you better watch out for that tiberium. It's totally going to explo--”
~ Nietzsche on ducking behind a lead barrier
“SHI-I-IT!!!”
~ God on things that slide out of anuses
God explodes because he was wearing tiberium and he forgot that it kills people who come too close to it for too long.
“God is dead.”
~ Nietzsche on God
“So, Nietzsche... about this cousin of yours...”
~ Oscar Wilde on Nietzsche's gay cousin.
“Oh, forget about him; he's a Kant.”
~ Nietzsche on his cousin Immanuel
“Ah. In that case, more pussy?”
~ Oscar Wilde on inviting Nietzsche to join an orgy
“Absolutely!”
~ Nietzsche on top of a woman


Fonte: "http://uncyclopedia.wikia.com/wiki/God_v._Nietzsche"

Antinomia

Deitada do seu lado na cama, tentava alcançar um caminho mais profundo do que seus olhares sinceros. Beijava-o como se seu cheiro estivesse se extingüindo, porque ardia em amor e queria sofrer cada conseqüência de se deixar amar. Ali ele parecia só dela, quente, sincero, suave.
Mas bastava que deixassem aquele claustro e se despissem de sua nudez, ele já se parecia novamente com um império de concreto. Não haviam palavras nem olhares. Não a protegia, não a amava, não olhava sequer em seus olhos.
Mas qual deles ela realmente amava?